terça-feira, 2 de março de 2010

Receita Para Não Ter Seu Livro Aceito

                                                                               Por: Tony Ayres

ESCRITOR Diariamente as editoras recebem centenas de originais de pessoas que sonham ver seu livro publicado. Infelizmente, a maioria (para não dizer,   quase a totalidade) desses originais nem chegam a ser lidos. Na melhor das hipóteses, são devolvidos com uma cartinha para o remetente e na pior, vão direto para o lixo.

No entanto, por paradoxal que possa parecer, ao mesmo tempo em que os editores e gerentes editoriais se descartam impiedosamente desses originais, eles esperam, ansiosamente, para que caia em suas mesas um BOM original, para que possam publicá-lo.

ONDE AS PESSOAS QUE DESEJAM SER AUTORES ERRAM?

O mais comum é que errem na escolha do assunto. Mas também podem errar no enfoque, na abordagem, na falta de concisão e numa série de outros pecadilhos, que são imperdoáveis por parte do editor.

Geralmente, o assunto ou tema escolhido tem muita importância para quem o escreve. Mas não tem importância nenhuma para quem poderia publicá-lo, principalmente por não ser considerado vendável e editor nenhum arriscaria a publicar um livro, apenas para vê-lo encalhado nas prateleiras.

Exemplificando: suponha que você seja um expert em formigas. Conhece todas as espécies, como vivem, como se reproduzem, qual o habitat preferido, onde buscam alimento, etc, etc.

Aí você escreve um livro de 150 páginas sobre o assunto, colocando um título mais ou menos com este: "Saiba tudo sobre formigas"; coloca-o num envelope e o manda para uma editora que publica livros sobre atualidades.

Num mundo globalizado, com terremotos acontecendo em vários lugares, países passando por crises econômicas e políticas, o governo tendo problemas de corrupção, um astro de Hollywood visitando o Brasil, o aquecimento global elevando a temperatura de cidades de clima amenos a 40 graus; quem você acha que vai comprar um livro sobre formigas?

Entendeu, então, como a coisa funciona?

Nos próximos posts, estaremos falando mais sobre o assunto.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Você Já Colocou Sua Idéia no Papel. E Agora?

Você sempre teve o desejo de escrever um livro, acalentou esse desejo por muito tempo, sentiu que tem uma idéia original para comunicar a seus futuros leitores e sonhou que ele, pelo menos, tivesse a chance de ser analisado por uma editora?

Chegou a escrever o seu trabalho, mas ficou frustrado porque ele está um tanto confuso, com erros ortográficos e sem estilo?

Então, talvez seja a hora de você colocá-lo nas mãos de um editor, ou seja, uma pessoa especializada em transformar a sua boa idéia numa forma impecável.

Para isso, seu original deverá estar:
  • Gramaticalmente correto
  • Funcionalmente adequado
  • Estilisticamente apropriado
Por gramaticalmente correto, entenda um livro bem escrito, sem erros de pontuação e de ortografia. Isso é fundamental para que ele tenha a chance de despertar o interesse de uma editora.

Por funcionalmente adequado, entenda um livro que não seja confuso, tenha capítulos coesos e uma estrutura com começo, meio e fim. Isso aumentará muito mais as suas chances, pois os gerentes editoriais nem se interessarão em ler um original truncado, confuso e que não flui.

Por estilisticamente apropriado, entenda um livro cujo estilo seja fluido, gostoso de ler, com uma linguagem que encoraja o leitor a prosseguir na leitura. Isso será o toque final para que seu livro acabe na mesa de um editor para ser, finalmente analisado.

O editor deste blog, além de ser escritor, autor de numerosos artigos e de cinco livros, até o momento, trabalhou como editor free-lancer por vários anos, revisando e editando livros de homens que hoje estão na TV e/ou são autores renomados e reconhecidos nacionalmente.

Durante alguns anos, prestou serviços para a Editora Vida de São Paulo; tanto como editor, quanto como analista de originais com a finalidade de opinar sobre a oportunidade da publicação, ou não.

Por ter estudado jornalismo e letras, além de sua formação psicanalítica; dedica-se também, paralelamente, a essa importante atividade de editar e preparar textos para que outras pessoas possam ter a chance de se tornarem escritoras.